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Outubro Rosa: prevenção e conscientização do câncer de mama


Importância da campanha e dados sobre o câncer de mama


O câncer de mama, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma, é o tipo mais frequente entre as mulheres brasileiras. Trata-se de uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que se desenvolvem de forma desordenada até formarem um tumor maligno. As mamografias de rastreamento, geralmente precedidas pelo autoexame, e o diagnóstico precoce são os meios mais eficazes na tentativa de reduzir a mortalidade. Nesse contexto, a conscientização promovida pela campanha Outubro Rosa é de suma importância.


Relevância do autoexame e da mamografia / Benefícios do diagnóstico precoce


O autoexame das mamas é uma prática simples e importante para o autoconhecimento do corpo, ajudando a identificar possíveis alterações. No entanto, ele não substitui a mamografia, um exame de imagem que utiliza raios-X para detectar anormalidades no tecido mamário, como nódulos ou calcificações. A mamografia é o principal método de rastreamento do câncer de mama e pode identificar lesões em estágios iniciais, muitas vezes antes de serem palpáveis. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento, permitindo abordagens menos agressivas e melhores taxas de recuperação.


Sintomas do Câncer de Mama


  • Nódulo endurecido, fixo e normalmente indolor.

  • Mudanças no mamilo.

  • Pequenos nódulos nas axilas ou pescoço.

  • Saída de líquido de um dos mamilos.

  • Pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja.


Principais fatores de risco para o câncer de mama


Diversos fatores de risco podem aumentar a predisposição ao câncer de mama, incluindo:

  • Idade: O risco de desenvolver câncer de mama aumenta a partir dos 50 anos.

  • Histórico familiar: Ter parentes de primeiro grau (mãe, irmã, filha) com histórico da doença eleva o risco.

  • Estilo de vida: Certos hábitos de vida também influenciam, como:

    • Obesidade e sobrepeso após a menopausa;

    • Sedentarismo;

    • Consumo de álcool;

    • Exposição a radiações ionizantes: A exposição frequente a exames como raios-X e tomografias pode aumentar o risco de câncer.

  • Fatores reprodutivos: Menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade (não ter tido filhos) e a primeira gestação após os 30 anos.

  • Uso de preparados hormonais: O uso indiscriminado de hormônios, como em terapias de reposição hormonal.


Dicas de Prevenção para o Câncer de Mama


Adotar um estilo de vida saudável pode reduzir o risco de desenvolver câncer de mama. Algumas dicas importantes incluem:


  • Alimentação saudável.

  • Atividade física.

  • Evitar álcool e tabaco.


Incentivo à Conscientização sobre a Saúde Feminina em Todo o Envelhecimento


A saúde da mulher é importante em todo o processo de envelhecimento. A realização do autoexame das mamas é uma prática necessária, podendo ser feita pela própria mulher ou por um profissional de saúde. Recomenda-se que a palpação ocorra no sétimo dia do ciclo menstrual ou em um dia fixo para mulheres menopausadas.

A educação gerontológica é muito importante para empoderar as mulheres a cuidarem de sua saúde e bem-estar ao longo da vida. Ao fornecer informações sobre as mudanças que ocorrem com o envelhecimento, essa educação incentiva a adoção de hábitos saudáveis, como a realização de exames regulares e uma alimentação equilibrada. Além disso, promove a conscientização sobre a saúde mental e o controle de doenças crônicas.


Confira a cartilha "Câncer de Mama: Vamos Falar Sobre Isso?", desenvolvida pelo INCA, e descubra mais informações sobre essa temática! Link: cartil1.pdf (inca.gov.br)🌸💖



Assina este texto: Izabelly Ramos


  • Bacharelanda em Gerontologia pela EACH USP;

  • Membro da Diretoria Científica da Liga de Gerontologia da EACH USP.


Referências:

  1. BAQUERO, Oswaldo Santos et al. Outubro Rosa e mamografias: quando a comunicação em saúde erra o alvo. Cadernos de Saúde Pública, v. 37, p. e00149620, 2021.

  2. OLIVEIRA, Ana Luiza Ramos et al. Fatores de risco e prevenção do câncer de mama. Cadernos da Medicina-UNIFESO, v. 2, n. 3, 2019.

  3. MOLINA, Luciana; DALBEN, Ivete; DE LUCA, Laurival A. Análise das oportunidades de diagnóstico precoce para as neoplasias malignas de mama. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 49, p. 185-190, 2003.

  4. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Câncer de mama: vamos falar sobre isso? 8. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: 2023.


 
 
 

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