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Envelhecimento Feminino: A Chegada da Menopausa

No envelhecimento feminino, existem marcos concretos e definitivos que sinalizam a passagem por certas fases da vida. O fim do ciclo fértil das mulheres, que em média se dá entre os 45 e 55 anos, evidencia essa transição, uma vez que seu valor social tem sido historicamente vinculado à capacidade reprodutiva. A menopausa, que acontece entre os 40 e 60 anos, é um marcador biopsicossocial importante, desdobrando-se na velhice. É importante destacar que esse momento não se apresenta de forma padronizada para todas as mulheres (Sampaio et al., 2021).


Abordar o tema da menopausa é fundamental para que as mulheres entendam as possíveis mudanças em seus corpos e vivam essa fase de forma tranquila e segura. Todos passarão por esses processos, que devem ser compreendidos em seus sinais e sintomas (Silva, 2006). 


Além disso, é essencial divulgar essas informações de maneira acessível para mulheres de diferentes níveis socioeconômicos, assegurando que todas tenham o conhecimento necessário para lidar com as mudanças da menopausa e se prepararem para a velhice. O acesso à informação científica em saúde é a melhor forma para essa compreensão e preparação. A seguir, esclareceremos alguns termos que podem causar confusão.


A perimenopausa, que dura de 2 a 5 anos, é o período em que o corpo feminino sofre mudanças fisiológicas que resultarão na menopausa. Nesse período, ocorre uma baixa na produção do hormônio estrogênio pelos ovários e pelas glândulas suprarrenais, o que torna a menstruação irregular, com menor fluxo do que antes e um intervalo mais longo entre os períodos menstruais. Já a menopausa, que é a interrupção fisiológica dos ciclos menstruais devido ao fim da secreção hormonal dos ovários, é o termo mais conhecido dessa etapa de transição da vida da mulher e é geralmente marcada pela última menstruação (Papalia & Olds, 2000).


O climatério é o termo científico que descreve a transição fisiológica do período reprodutivo para o não reprodutivo na mulher e pode ser dividido, didaticamente, em três fases: pré-menopausa, menopausa e pós-menopausa. Durante esse período, as mulheres podem vivenciar novas experiências, tanto positivas quanto negativas, incluindo redescobertas pessoais e sentimentos de medo e ansiedade, devido ao enfrentamento do desconhecido e das mudanças que nem sempre são bem compreendidas. Essas mudanças afetam aspectos biológicos, físicos, psíquicos, sociais e sexuais, e podem incluir sintomas comuns como ondas de calor, suores noturnos, irregularidades menstruais, alterações de humor, insônia, secura vaginal e diminuição da libido. 


Essas mudanças podem gerar dúvidas sobre o que é considerado normal nessa fase. O mais importante é que a vergonha não deve ser um obstáculo para a vivência e o compartilhamento desse processo ou para a busca de medidas que possam aliviar os sintomas. Os sintomas podem variar amplamente e são influenciados por fatores externos como dieta, perfil socioeconômico, aspectos culturais e climáticos.


Embora esse período constitua um marco biológico importante, ele é também profundamente influenciado por fatores psicossociais que têm um significado especial para as mulheres. O mais importante é respeitar esse processo natural do corpo e não temer a mudança. Conhecer as possibilidades e discutir sobre elas é a melhor forma de enfrentar essa fase com segurança e confiança. Não devemos permitir que as mulheres carreguem o peso de tabus e desinformação durante esse processo.


Indicações de perfis sobre o tema: 📱🌸

@menopausa_cancelada

@drajoeleleripio_menopausa

@peripeciasmenopausicas

@diariomenopausa


Assina este texto: Sabrina Akemi Oura


Bacharel em Gerontologia pela EACH USP - Turma de 2022. Membro do grupo Meninas na Ciência da USP e diretora de eventos da Liga de Gerontologia da EACH USP.

Referências:


  1. SAMPAIO, Juliana Vieira. Hormônios e Mulheres na Menopausa. Psicologia: Ciência e Profissão v. 41, e229745, 1-13. , 2021.

  2. Ferreira, V. N., Chinelato, R. S. C., Castro, M. R., & Ferreira, M. E. C. (2013). Menopausa: marco biopsicossocial do envelhecimento feminino.

  3. Rousseau, M. E. (1998). Women's midlife health: Reframing menopause. J. Nurse-Midwifery, 43, 3.

  4. Silva, R. B. R. (2006). A mulher de 40 anos: sua sexualidade e seus afetos. Belo Horizonte: Gutenberg

  5. Papalia, D. E. & Olds, S. W. (2000). Desenvolvimento humano (D. Bueno, Trad., 7ª ed.). Porto Alegre: Artes Médicas Sul.



 
 
 

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